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Entender o Fluxo da Ocorrência

Objetivo

O fluxo de Gestão de Ocorrências organiza cada etapa do tratamento da ocorrência no EPA, definindo quem atua em cada fase, quais campos podem ser editados e como o registro avança até a conclusão e a avaliação de eficácia.

Quando utilizar

Use esta funcionalidade quando for necessário:

  • entender a sequência de tratamento de uma ocorrência;
  • identificar o responsável por cada fase;
  • diferenciar o fluxo com análise de causa do fluxo sem análise de causa;
  • acompanhar retornos para ajustes, revisões e validações.

Como realizar esta ação

  1. Acesse Políticas da Qualidade > Ocorrências > Gestão de Ocorrências.
  2. Abra a visualização do fluxo do módulo.
  3. Identifique em qual fase a ocorrência se encontra.
  4. Consulte o artigo correspondente à etapa atual do processo.

Campos e configurações

Detalhamento de Campos e Permissões por Fase do Fluxo

0. Incluir Ocorrência / Alterar Descrição

Esta é a fase inicial de abertura do registro ou de retorno para correções. Os campos iniciais são editáveis apenas nesta fase pelo usuário que incluiu a ocorrência ou por usuários com perfil de Super Usuário.

  • Informações Básicas: Data, Origem, Título da Ocorrência, Unidade Notificadora e Unidade Notificada.
  • Envolvimento de Paciente/Cliente Externo: Caso o campo correspondente seja marcado como "Sim", são liberados para edição os campos: Prontuário/Código atendimento (mínimo de 5 caracteres), Turno, Nome, Faixa Etária, Sexo e Contato.
  • Evidências e Ações Iniciais: Descrição e evidência objetiva encontrada, descrição da Ação Imediata realizada, Data da Ação e anexo de arquivos de Evidência.
  • Sinalizadores de Notificação: Campos para marcar a integração com Notivisa, Vigimed e Integrare.

1. Avaliar Ocorrência

Fase executada pelo Analista de Ocorrências assim que o registro é aberto no sistema para a realização da triagem técnica.

  • Campos Editáveis do Bloco Básico: Origem, Título, Unidade Notificadora, Unidade Notificada e Contato.
  • Campos da Avaliação da Ocorrência: Tipo de Ocorrência, Severidade/Gravidade (Grau do dano), Processo, Grupo de Risco, Categoria da Ocorrência, Indicador Relacionado, Documento(s) Envolvido(s), Data Prevista Finalização, campo se Requer Análise de Causa e Plano de Ação, Responsável e Comentário do Avaliador.

2. Analisar Causa e Fazer Plano de Ação

Fase liberada exclusivamente para o usuário definido como responsável pela ocorrência executar a investigação.

  • Metodologias Disponíveis: O sistema permite a utilização das metodologias Espinha de Peixe e os 5 Porquês. Os campos correspondentes mudam conforme a ferramenta escolhida.
  • Campos do Plano de Ação: Permite preencher a estrutura do plano com os campos: O Que (Tipo da ação, Título e status), Como, Quando (Data Início Prevista e Data Fim Prevista), Quem (Responsável), Quanto Custa (Valor Previsto e Valor Real), Porque (causas que deseja tratar e consequências) e Onde.

3. Validar a Análise da Causa e/ou Plano de Ação

Fase em que o Analista de Ocorrências audita se o planejamento está em conformidade com o processo da qualidade.

  • Regras de Edição de Ações: Após o plano ser criado, os campos estruturais (O Que, Quando, Quem, Como, Quanto Custa e Onde) só podem ser editados pelo Analista de Ocorrências ou Super Usuário. O campo Porque (Causas e Consequências) torna-se não editável para todos os perfis nesta fase.
  • Ações do Responsável do Plano: Permite apenas a inclusão de registros de acompanhamento.

4. Gerenciar Plano de Ação

Etapa destinada à execução física das ações aprovadas por parte dos respectivos responsáveis.

  • Regras de Edição de Ações: Os campos estruturais (O Que, Quando, Quem, Como, Quanto Custa e Onde) continuam restritos para alteração apenas pelo Analista de Ocorrências ou Super Usuário. O campo Porque permanece bloqueado para edição.
  • Campos de Encerramento da Ação (Editáveis pelo Responsável do Plano): Data Início Real, Data Fim Real, Justificativa da Conclusão, inclusão de acompanhamentos com anexos de arquivos e criação de tarefas.

5. Validar Execução Ação(ões)

Fase em que o analista verifica se as entregas e evidências anexadas são suficientes para concluir o tratamento.

  • Se aprovado: O Analista de Ocorrências altera o status do registro e pode preencher os campos de encerramento da ocorrência: Status da Ocorrência, Comentário para Conclusão da Ocorrência, Agendar Eficácia (Data), Avaliador da Eficácia e Justificativa para a Avaliação da Eficácia.
  • Se reprovado: O analista edita o plano de ação, utiliza o comando Reabrir e encaminha a ocorrência para a fase de revisão.

6. Revisar Execução Ação(ões)

O plano de ação retorna para o status "Em Andamento" e fica sob a guarda do responsável pelo plano para correções. Os campos estruturais de planejamento (O Que, Quando, Quem, Como, Quanto Custa e Onde) tornam-se novamente editáveis pelo Analista de Ocorrências, enquanto os campos de encerramento (Datas reais, justificativa, acompanhamentos e tarefas) ficam disponíveis para edição pelo responsável do plano.

Avaliação de Eficácia do Plano de Ação

Fase em que o Analista de Ocorrências acessa a aba de ação imediata e aciona o comando de avaliação, preenchendo os pareceres conclusivos nos seguintes campos:

  • Agendar Eficácia;
  • Avaliador da Eficácia;
  • Justificativa para a Avaliação da Eficácia;
  • Considerar Plano de ação Eficaz? (Sim ou Não);
  • Avaliação da Eficácia (Parecer descritivo).

Etapa inicial do processo

A primeira etapa do fluxo é a abertura do registro. Ela já está documentada na página Criar uma Nova Ocorrência.

Depois da inclusão, a ocorrência sempre passa pela fase de avaliação. A partir dessa avaliação, o fluxo pode seguir por caminhos diferentes.

Caminho 1: a ocorrência requer análise de causa e plano de ação

Quando o campo Requer Análise de Causa e Plano de Ação permanece marcado na avaliação da ocorrência, o fluxo normalmente segue esta sequência:

  1. Criar uma Nova Ocorrência
  2. Avaliar uma Ocorrência
  3. Alterar a Descrição ou Ação da Ocorrência, se houver inconsistência
  4. Analisar Causa e Fazer Plano de Ação
  5. Validar a Análise de Causa e/ou Plano de Ação
  6. Fazer Revisão Conforme Orientação, quando houver retorno para ajuste
  7. Gerenciar o Plano de Ação
  8. Validar a Execução das Ações
  9. Revisar a Execução das Ações, quando houver reabertura
  10. Concluir a Ocorrência e Agendar Avaliação de Eficácia
  11. Avaliar a Eficácia do Plano de Ação

Caminho 2: a ocorrência não requer análise de causa

Quando o campo Requer Análise de Causa e Plano de Ação é desmarcado na fase de avaliação, a ocorrência segue pela rota simplificada:

  1. Criar uma Nova Ocorrência
  2. Avaliar uma Ocorrência
  3. Registrar Ação Imediata
  4. Seguir para validação, execution e encerramento conforme a necessidade de plano de ação no processo
  5. Concluir a Ocorrência e Agendar Avaliação de Eficácia, quando aplicável
  6. Avaliar a Eficácia do Plano de Ação, quando houver agendamento

Caminho 3: a ocorrência é encerrada como não procedente

Quando o analista identifica que o registro não apresenta fato, evidência suficiente ou procedência para continuidade, a ocorrência pode ser encerrada sem seguir para investigação:

  1. Criar uma Nova Ocorrência
  2. Avaliar uma Ocorrência
  3. Encerrar como Não Procedente

Rotas de retorno e correção

Durante o fluxo, o EPA pode devolver a ocorrência para ajustes em etapas anteriores. Os retornos mais comuns são:

SituaçãoFase de destino
Inconsistência nas informações iniciais0 - Alterar Descrição / Ação Ocorrência
Revisão da análise de causa ou do plano de ação2.1 - Fazer Revisão Conforme Orientação
Revisão da execução das ações6 - Revisar Execução Ação(ões)

Como o EPA decide o próximo caminho

Na prática, a fase 1 - Avaliar Ocorrência é o ponto de decisão do processo:

Decisão do analistaPróximo caminho
Há inconsistência nos dados iniciaisRetorna para 0 - Alterar Descrição / Ação Ocorrência
Não procede ou não há evidência suficienteSegue para Encerrar como Não Procedente
Não requer investigação formalSegue para Registrar Ação Imediata
Requer investigação formalSegue para 2 - Analisar Causa e Fazer Plano de Ação

Rotas de retorno e correção

Durante o fluxo, o EPA pode devolver a ocorrência para ajustes em etapas anteriores. Os retornos mais comuns são:

SituaçãoFase de destino
Inconsistência nas informações iniciais0 - Alterar Descrição / Ação Ocorrência
Revisão da análise de causa ou do plano de ação2.1 - Fazer Revisão Conforme Orientação
Revisão da execução das ações6 - Revisar Execução Ação(ões)

Como o EPA decide o próximo caminho

Na prática, a fase 1 - Avaliar Ocorrência é o ponto de decisão do processo:

Decisão do analistaPróximo caminho
Há inconsistência nos dados iniciaisRetorna para 0 - Alterar Descrição / Ação Ocorrência
Não procede ou não há evidência suficienteSegue para Encerrar como Não Procedente
Não requer investigação formalSegue para Registrar Ação Imediata
Requer investigação formalSegue para 2 - Analisar Causa e Fazer Plano de Ação

Regras de funcionamento

  • Cada fase do fluxo libera ações e campos específicos para determinados perfis.
  • O campo Requer Análise de Causa e Plano de Ação é o principal ponto de decisão entre o fluxo completo e o fluxo simplificado.
  • A avaliação do analista também pode encerrar a ocorrência como Não Procedente, quando não houver base para continuidade do tratamento.
  • O Analista da Qualidade pode registrar comentários, encaminhar a ocorrência e, conforme a configuração do processo, devolver o registro para fases anteriores.
  • O Analista da Qualidade também pode, quando necessário, fazer encaminhamentos de correção ou melhoria fora da sequência padrão do fluxo, selecionando a fase mais adequada para o retorno da ocorrência.
  • O EPA mantém o histórico do que já foi preenchido quando a ocorrência retorna para ajuste.

Atenção

note

Antes de avançar uma ocorrência, confirme em qual fase ela está e qual é o próximo destino esperado. Isso evita encaminhamentos incorretos e retrabalho.

warning

Todos os caminhos partem da mesma inclusão, mas a partir da avaliação o tratamento muda completamente. Por isso, a definição correta do campo Requer Análise de Causa e Plano de Ação e a decisão sobre a procedência da ocorrência são decisivas para todo o restante do processo.

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